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Há histórias que ecoam entre as pedras antigas do Mediterrâneo. O tempo passa, impérios desmoronam e os mares erodem as costas; contudo, certas cidades permanecem inesquecíveis. Isso porque essas cidades nasceram não apenas da pedra, mas da resistência, do medo, da traição e da vontade humana. A antiga cidade de Olba é exatamente um desses lugares.
Hoje, erguendo-se silenciosamente dentro dos limites de Mersin, na costa mediterrânea da Turquia, Olba ainda carrega o sopro do passado com seus templos, colunas, túmulos monumentais e uma memória esculpida nas montanhas. Esta cidade antiga é mais do que apenas os vestígios de uma civilização; é a história de uma resistência esquecida, de um povo perdido e de uma mulher relegada às sombras da história.
Este livro narra o incrível julgamento de Aba, a primeira e única governante feminina de Olba. No entanto, não se trata apenas de uma narrativa histórica. Esta obra retrata como o medo transforma cidades, como as pessoas começam a se desintegrar antes mesmo do início de uma guerra e como, por vezes, o maior cerco não é travado contra as muralhas, mas contra a alma humana.
Em sua obra "Rainha Aba - REINO PIRATA", Tolga Çağlayan, o primeiro escritor turco de microdrama, rompe com as formas narrativas convencionais para convidar o leitor a um mundo atmosférico e cinematográfico, cena a cena. Essa estrutura, tecida com a técnica do microdrama, revela grandes rupturas em breves instantes, o medo que cresce nos silêncios e os conflitos inerentes à natureza humana.
Tendo já alcançado leitores em cinco idiomas diferentes, esta obra é mais do que um simples romance; representa um dos primeiros e poderosos passos de um estilo narrativo original, nascido na Turquia, rumo à literatura mundial. "Rainha Aba - REINO PIRATA" é uma experiência literária extraordinária que faz o silêncio petrificado da história falar novamente, conectando o passado ao espírito humano moderno.
Olba ainda existe hoje.
E algumas cidades continuam a falar, mesmo muito tempo depois de terem caído.