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Humano, Demasiado Humano (1878) representa o início da fase em que a filosofia de Nietzsche (1844 - 1900) rompe com suas antigas e principais influęncias: Schopenhauer e, sobretudo, Richard Wagner. No que tange ŕ arte, esse momento "destrutivo" da filosofia de Nietzsche passa a criticar a deificaçăo do músico (gęnio) e a concepçăo de música enquanto linguagem do inefável (expressăo da essęncia do mundo) e/ou dos sentimentos, ideias essas desenvolvidas pelo Romantismo e, sobretudo, pelo compositor Richard Wagner. Além disso, Nietzsche também critica - com certa ressalva - outra concepçăo presente na época, a saber, a que pretende mostrar que o critério da audiçăo musical săo, unicamente, as relaçőes sonoras (formalismo), concepçăo defendida pelo crítico musical vienense Eduard Hanslick em Do Belo Musical (1851). Nosso objetivo neste livro será expor o pensamento musical nietzschiano contido em sua segunda fase mostrando, em suma, que as bases deste pensamento se encontram em suas críticas e elogios a Wagner e Hanslick e, sobretudo, em uma concepçăo de historicidade da audiçăo, o que permite a Nietzsche entender a música como formas simbólicas em movimento.
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